Fiesp cobra fim das barreiras comerciais
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quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)FormalidadeClinton e Mário Covas: encontro puramente diplomáticoO presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, afirmou ontem acreditar que nos próximos 12 meses as barreiras comerciais americanas contra produtos brasileiros terão sido derrubadas. Segundo ele, isso irá ocorrer por meio das negociações das equipes econômicas do Brasil e dos Estados Unidos ou pela interferência da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Acredito na sinceridade do gesto do presidente Clinton (Bill Clinton) e nos efeitos que ele vai surtir, disse Moreira Ferreira ontem pela manhã, antes do início da palestra do presidente americano a empresários e políticos brasileiros e americanos, no Memorial da América Latina.
Os principais produtos brasileiros que sofrem restrições americanas são o suco de laranja, tubos de ferro e aço, açúcar, barras de aço inoxidável, eletros, silício e manganês.
Avesso a solenidades o governador de São Paulo, Mário Covas, precisou ser convencido de que sua presença seria diplomaticamente conveniente e recepcionou Clinton no Memorial da América Latina, com quem conversou por aproximadamente cinco minutos. O governador considerou Clinton simpático, segundo sua assessoria de imprensa.
Discursando para empresários no Memorial da América Latina, em São Paulo, o presidente norte-americano, Bill Clinton, manteve tom utilizado na véspera, em Brasília, ao defender a consolidação do Mercosul, que, na sua avaliação, ajudará a desenvolver a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Ele lembrou que os esforços para a implementação do Mercosul aumentam o comércio não só dentro do bloco, mas também dos países membros com o mundo. Imaginem uma área de livre comércio com 800 milhões de pessoas da Alasca até a Argentina consumindo mercadorias umas das outras, disse Clinton aos empresários.
O presidente norte-americano reconheceu, porém, a necessidade de um esforço maior, por parte do governo e também da iniciativa privada, para reduzir as lacunas entre os que têm e os que não têm, afirmando que, até hoje, nenhuma nação encontrou uma fórmula perfeita para equilibrar a globalização com as necessidades sociais.
Ele defendeu também investimentos na educação e a ressaltou a importância da existência de uma imprensa livre e de um Judiciário independente.


