A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), divulgou esta semana em um jornal de circulação nacional, um manifesto intitulado ''Esperar para crescer, até quando?'', com críticas à política econômica desenvolvida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O manifesto assinado pelo presidente da federação, Rodrigo Rocha Loures, sugere que o presidente mude a política econômica ''enquanto é tempo''. ''Estou convencido de que o presidente Lula está equivocado, está sendo induzido a uma política econômica equivocada por sua equipe, por sua assessoria. Ele se disse contrariado com o crescimento pífio da economia, então, ele deveria mesmo se mostrar indignado e chamar seus assessores para se explicarem. Até porque, está muito claro que com essa política estamos caminhando de uma forma muito direta para o desastre econômico, que seria a desestruturação do nosso sistema industrial por conta da falta de investimentos, da falta de ânimo e até de um ambiente propício para poder funcionar'', argumentou Loures em visita à Folha. ''Temos uma carga de impostos altíssimos, juros que impedem investimentos e agora um câmbio que inviabiliza a exportação da maior parte dos setores da economia''.
Questionado se não teme que o manifesto ganhe uma conotação política por criticar o governo de Lula, que disputa a reeleição, a quinze dias do primeiro turno, Loures foi enfático ao defender que lideranças da sociedade exponham o que está se passando. ''É para ter entendimento político. Temos cerca de 40% da população em idade de trabalho, entre 18 e 24 anos, desempregada. Isso é quase o triplo da média mundial. É inaceitável que um país como o nosso não seja capaz de oferecer emprego para a sua juventude. Quarenta por cento dos jovens desocupados é uma taxa muito alta, isso é muito perigoso. Não é por outra razão que temos tanta tensão na sociedade, crescimento do crime, violência, e depois esse quadro até de ameaça a nossas instituições'', analisou. ''Tudo reflete da má gestão da área pública, uma falta de estratégia na economia e temos mesmo com toda clareza dizer que as coisas não vão bem. O presidente fica dizendo que está tudo bem e acredita no que diz, e a assessoria dele fica alimentando essa ilusão. O país que ele fala não é o país que vivemos''.

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