Agência Estado
Na despedida do Rio de Janeiro, rumo a Belo Horizonte, o presidente de Cuba, Fidel Castro, amenizou ontem suas críticas à 1ª Cimeira América Latina, Caribe e União Européia, dizendo que o encontro foi um ‘‘bom começo’’.
‘‘Foi a primeira vez que europeus e latino-americanos se reuniram para discutir investimentos comerciais, sem a presença dos Estados Unidos’’, ressaltou. Segundo o líder cubano, a integração econômica entre as regiões é a tática, mais inteligente comercialmente para os latino-americanos, porque servirá como contrapeso à influência americana.
‘‘Vivendo num mundo bipolar economicamente (dividido entre EUA e Europa), não seremos dominado por uma potência só’’, afirmou. Segundo ele, a verdadeira globalização será construída pela união dos blocos econômicos em benefício de todos os países. Ao deixar o hotel em Copacabana, no Rio, onde ficou, Fidel foi aplaudido por simpatizantes, que se concentravam desde cedo no local.
À tarde, o presidente cubano se reuniu com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB). Fidel, que estava fardado, foi recebido com honras militares. Cerca de 600 pessoas estavam na Praça da Liberdade para recepcionar o líder cubano. O esquema de segurança contava com 350 homens, 40 carros, 2 helicópteros, além de atiradores de elite espalhados pelos prédios em volta do Palácio da Liberdade. A reunião de Itamar e Castro foi fechada, no Salão Dourado do Palácio da Liberdade. Ainda em Minas Gerais, Fidel Castro foi condecorado como presidente honorário da União Nacional dos Estudantes (UNE).
A homenagem foi prestada durante um congresso da entidade. Cerca de 3 mil universitários assistiram ao pronunciamento de duas horas do líder da revolução cubana, considerado pela UNE uma das personalidades que mais influenciaram o movimento estudantil no Brasil.

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