Ficinski pede exoneração
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quinta-feira, 28 de março de 2002
Maria Duarte Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, promete entregar na próxima segunda-feira sua carta de demissão ao governador Jaime Lerner (PFL). O prazo para desincompatibilização vence no dia 5 de abril, e Ficinski, filiado ao partido do governador, quer ser candidato.
Pela legislação eleitoral, quem tem cargo no governo precisa ser exonerado seis meses antes da eleição. O secretário foi um dos nomes lançados durante reunião do PFL como pré-candidato à sucessão estadual, junto com o deputado federal Rafael Greca. Ficinski garante que pretende disputar o governo e que não se interessa pelo Legislativo. Nos bastidores, entretanto, a avaliação é que ele deve buscar uma vaga na Assembléia Legislativa.
O secretário deverá ser testado na pesquisa que o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), vai encomendar no início de abril. Brandão quer medir a performance dos pré-candidatos ao governo. Setores do PSDB estão inseguros em relação ao desempenho do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, e acreditam que ele deveria abrir espaço para outro candidato. Uma das possibilidades é o diretor da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, que pode se desincompatibilizar na próxima semana. Scalco, no entanto, nega a possibilidade.
Ficinski não tem o apoio fechado da legenda ou do governador para sua campanha. Lerner prefere defender a candidatura de Beto Richa. O secretário garantiu que não será ele o obstáculo a uma possível coalizão governista. Não vou me opor a um acordo que seja pilotado pelo governador, assegurou. Ele nunca concorreu a cargo eletivo. Sua candidatura foi impulsionada pelos prefeitos.
Uma das principais atribuições da sua pasta é repassar recursos aos municípios, por meio de convênios com organismos internacionais. Isso permite a Ficinski um contato permanente com os prefeitos.
O secretário disse que não deixou o cargo em janeiro quando Lerner determinou a seus subordinados com pretensões eleitorais que deixassem o posto porque entendeu que a ordem só valia para aqueles que queriam ser deputados.
Lerner ainda não decidiu quem ficará no lugar de Ficinski. Deve assumir a secretaria um nome do corpo diretor da pasta.


