O secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, aproveitou ontem a sua palestra durante o 7º Congresso Sul-Brasileiro de Vereadores e o 8º Encontro Paranaense da Câmaras Municipais, em Curitiba, para atacar os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB). Indignado com a paralisação dos empréstimos pelo Senado, Ficinski disse que ‘‘o Paraná corre o risco de perder pelo menos dois dos três empréstimos se os dois senadores não recuarem’’.
‘‘Espero que o bom senso prevaleça nessa briga pessoal com o governador Jaime Lerner’’, disse Ficinski emendando que ‘‘não seria justo o povo do Paraná pagar por isso’’. O secretário lembrou que o Paraná 12 Meses, por exemplo, já está emperrado no Senado há ‘‘pelo menos seis meses e nenhuma decisão foi tomada’’. Nem a entrada do secretário do Planejamento, Rafael Greca, no processo de discussões tornou mais fácil a liberação, na sua avaliação. ‘‘O trabalho do Rafael foi excelente, mas não conseguiu superar os interesses políticos dos senadores’’, disse.
Ficinski classificou a exigência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado - de que o governo revele os termos contratuais firmados com a Renault - como uma ‘‘chantagem’’. ‘‘Meu Deus do céu, o prefeito Celso Pitta, mesmo com todo o envolvimento que teve na CPI dos Precatórios, conseguiu dos senadores uma autorização de rolagem de dívida. Por que este tratamento conosco que não fizemos nada de irregular?’’, reclama.
O secretário não tem dúvidas de que o ‘breque’ ao empréstimo de R$ 211 milhões que se pretende firmar com a OECF - instituição financeira do Japão - ‘‘vai trazer implicações políticas com o governo federal’’. ‘‘Foi o próprio presidente Fernado Henrique quem indicou o Paraná para o financiamento, aproveitando a visita do imperador Akihito ao nosso Estado’’, afirma.

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