Ficar no Planalto é sinal de prestígio
Brasília O Palácio do Planalto também sofre sérios problemas de superpopulação. ''Todo mundo quer ter um gabinete no Planalto porque é sinal de prestígio'', comenta um auxiliar direto do presidente. Até a primeira-dama, Marisa Letícia, pediu uma sala ao marido. E ganhou. Ficará no terceiro andar do Planalto.
Nunca uma primeira-dama teve sala no palácio e Marisa só não ocupou ainda o espaço a ela destinado porque preferiu esperar que o local tenha janela e luz natural. O lugar foi cedido pelo chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, fiel escudeiro do presidente Lula. Mas isso não impede que Marisa passe manhãs e tardes no Planalto, mesmo sem função definida.
O critério usado pela Casa Civil, responsável pela ordenamento daquele espaço, é manter ali o que for considerado indispensável: a própria Casa Civil, a Secretaria-Geral, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Secretaria de Imprensa e Divulgação (SID) e a Secretaria do Porta-voz. Mas há também dois agregados, o secretário de Comunicação do Governo, Luiz Gushiken, e o ministro-chefe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro. Já o ministro da Fazenda, que em outros tempos tinha uma sala naquela área, perdeu-a.
Com a chegada dos novos ocupantes do Planalto e a ampliação das assessorias,
o prédio ficou pequeno. A Secretaria-Geral, comandada por Luiz Dulci, encorpou e está pleiteando mais espaço no quarto andar. Para abrigá-la, vão ceder espaço a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional.
No terceiro, o do presidente, também há um time numeroso de assessores. Numa mesma sala, por exemplo, podem ser encontrados três assessores especiais do presidente: Oded Grajev, Frei Beto e Míriam Belchior. A assessoria internacional da Presidência, que se resumia a duas pessoas durante o governo Fernando Henrique, agora foi aumentada. Com o professor Marco Aurélio Garcia, trabalham cinco auxiliares.





