A prova de que a suplência de senador pode ser um bom negócio político é o quadro atual do Senado: há hoje por lá 14 suplentes, sendo que oito deles chegaram lá por causa da renúncia do titular. Três ''viraram'' senadores por causa da morte dos donos das vagas, dois estão substituindo parlamentares licenciados e um ficou no lugar do senador Luiz Estevão, que teve o mandato cassado em junho de 2000. Destes 14 suplentes atuais, três ainda têm mais quatro anos de mandato.
Na nova legislatura, além destes três, pelo menos mais dois suplentes estão com futuro assegurado por mais quatro anos: os suplentes dos senadores Paulo Hartung (PSB-ES) e Paulo Souto (PFL-BA), eleitos governadores domingo. E outros dois ainda têm chance, se Lúcio Alcântara (PSDB-CE) e Álvaro Dias (PDT-PR) vencerem as disputas em seus Estados no segundo turno, dia 27.
Se o candidato à presidência do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, se eleger, será aberta a suplência de seu vice, José Alencar (PL-MG). O felizardo receptor de quatro anos de um mandato por Minas será o ex-prefeito de Iturama Aelton José de Freitas. O suplente afirma que a credibilidade que conquistou dos moradores de sua cidade o credenciam para o cargo de senador.
Numa primeira avaliação, os partidos de oposição levam mais a sério a escolha dos suplentes de senadores. Até porque a indicação é feita, obrigatoriamente, pelo diretório regional do partido, e não pelo próprio candidato.
Reeleita, a senadora Marina Silva (PT-AC), é uma das que seguem rigorosamente o modelo de preferência partidária. Seu primeiro suplente é o presidente estadual do partido, Sebastião Oliveira, conhecido por Sibá. O segundo suplente é o índio Antonio Apurinã. Ele traz no sobrenome o nome da nação a que pertence. Apurinã é do PC do B, partido aliado ao PT no seu Estado.

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