Fiat quer ser a primeira em serviços
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domingo, 01 de dezembro de 1996
Bete Fagundes 
A Fiat não é a primeira em vendas no País mas está assumindo o compromisso de ser líder em serviços. Foi o que disse ontem o presidente da empresa, Giovanni Razelli, enquanto visitava as novas instalações da Marajó em Londrina. Ele veio à cidade com o diretor comercial Severino Mapelli e foi recepcionado pelo diretor do Grupo Marajó, Flávio Meneghetti, e pelo prefeito Luiz Eduardo Cheida, entre outras autoridades.
No ranking nacional, a Fiat perde em vendas para a Volkswagen e ganha da General Motors. Já com o título de campeã brasileira em exportação de veículos, a empresa busca agora o aprimoramento dos serviços - partindo de um atendimento personalizado - para abocanhar mais um primeiro lugar no País. A Fiat também anuncia lançamentos para 97 (o Palio perua e o Palio sedan, a serem fabricados e comercializados no Brasil e na Argentina) e a construção de uma fábrica de motores em Betim (MG) que deve empregar mais de mil pessoas.
O mercado hoje está favorável para a Fiat, segundo o presidente. As vendas ao longo do ano já foram um pouco melhores que as do ano passado e a previsão dele é que a Fiat Automóveis S.A. feche 96 com faturamento de US$ 6,5 bilhões. Comercializamos mais carros neste ano; de 20 mil a 30 mil a mais no mercado nacional e de 30 mil a 40 mil a mais no mercado global.
No ano passado, a Fiat produziu 463.893 unidades, vendeu 417.091 no mercado nacional e exportou 132.781. O embarque para o exterior representou naquele ano 52,5% das exportações de veículos da indústria automobilística nacional. De 1990 a 1996, a montadora apresentou o maior crescimento de produção do setor. No mesmo período, destacou o presidente, a Fiat dobrou sua produção atingindo a marca de meio milhão de unidades/ano entre veículos completos e desmontados para exportação.
Para chegar a esses e outros resultados, Razelli lembrou que a Fiat investiu em torno de US$ 1 bilhão nos últimos dois anos no País. Nos próximos quatro anos planeja injetar US$ 1,5 bilhão no Brasil e US$ 600 milhões na Argentina. Razelli comentou que o bom resultado deve-se em parte a um melhor comportamento do mercado nacional, em função da política econômica do governo. A primeira parte do ano (passado) foi marcada por uma economia lenta, mas depois ela passou a funcionar melhor, inclusive em relação as taxas de juros, que começaram a cair.
E para faturar o primeiro lugar em serviços, Flávio Meneghetti, da Marajó, informou que a estratégia da rede é atender 100% das necessidades do cliente, ou seja, tudo em matéria de vendas, segurança, financiamentos, locação. Vamos competir até mesmo com o mercado paralelo, prestando todo tipo de serviço, de uma troca de óleo ao seguro do veículo, afirmou Meneghetti.
A loja totalmente ampliada em Londrina segue este princípio, destacou Meneghetti: melhores serviços e melhores preços. Ontem mesmo, na reinauguração das instalações, dezenas de consumidores participavam do Feirão Marajó. Os comerciais leves, por exemplo, saíam até 10% mais baratos - queda de R$ 15.300 para R$ 13.300. O Uno tinha desconto de 5%. Gerente de vendas da Marajó, Carlos Picchi Junior falou que os descontos para os veículos usados giram em torno de R$ 300. O feirão termina hoje.


