Fiação antiga impede instalação de equipamentos
Se não fosse o movimento na porta de entrada, o Hospital Municipal de Porecatu passaria por uma casa antiga, quase abandonada. A instalação elétrica é de 1950 e tem até fios cobertos com panos. A sala de raio-x tem o equipamento, mas não o revestimento em chumbo que possibilite a utilização dele. O setor de primeiros socorros, na palavra dos próprios funcionários, está ''precário''. Como consequência, é constante o movimento de pacientes em busca de atendimento na região principalmente em Londrina.
De acordo com o prefeito Dario Lunardelli (PFL), a retomada da reforma ''a pleno vapor'' deve acontecer este mês, nem que, para isso, o percentual a ser investido em Sáude, vindo do orçamento anual, seja quase que todo direcionado para as obras. ''Desde o fechamento hermético da sala de raio-X até o ambulatório, a recepção e a fiação elétrica: tudo precisa ser mexido'', apontou.
Para a gerente administrativa do hospital, Solange Souza Delfino, a reforma iniciada no meio do ano passado, mas hoje em ritmo lento possibilitaria que equipamentos de grande porte, adquiridos via Ministério da Saúde, possam enfim sair do estoque. ''São desde máquinas para lavanderia e para cirurgias que, por serem potentes, precisam de uma instalação elétrica adequada'', afirmou, enquanto piscavam as luzes da sala onde acontecia a entrevista. ''Caso as obras vinguem mesmo, finalmente o paciente de Porecatu vai ser atendido onde deve'', espera Solange. (J.G.)





