FHC volta a cobrar lealdade
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terça-feira, 13 de março de 2001
William França/Agência Folha De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que lealdade a ele e à sua agenda de trabalho prevista para o restante do mandato é pressuposto para a permanência dos ministros no governo. Reitero a minha convicção e confiança, não apenas na lealdade - que é pressuposto -, mas na capacidade dos ministros em levar adiante esse programa, afirmou FHC.
A cobrança de FHC foi feita ao final da cerimônia de posse dos novos ministros da Previdência, Roberto Brant, e de Minas e Energia, José Jorge, ambos do PFL. Eles substituem os dois ligados ao senador Antonio Carlos Magalhães - Waldeck Ornélas e Rodolpho Tourinho -, demitidos no dia 23 de fevereiro. Na época, em nota, FHC justificou a demissão dos dois carlistas dizendo que esperou que os ministros tivessem tornado públicas palavras de confiança no governo e de apreço ao presidente da República. Disse ainda que eles não foram exonerados por atos que os desabonassem.
Ontem, FHC voltou a elogiar a atuação de Ornélas e de Tourinho. (Eles) Cumpriram a agenda que havia sido determinado por mim e que tem a sanção do país, o apoio do país. E cumpriram com correção. disse o presidente. Depois, em outros momentos do discurso, voltou a citar as ações de cada um deles e disse que eles haviam se empenhado e se esforçado nas suas tarefas.
O presidente fez seu discurso com uma cópia da Agenda de Governo Biênio 2001/2002 - o documento que contém as ações que ele quer ver realizadas até o final de seu mandato. Em várias oportunidades, citou o documento e o brandiu. Diziam que o general Eurico Dutra, quando foi presidente (1946-1950), tinha a Constituição nas mãos. Este é o livrinho que nós temos. Ele está, todo ele, inspirado na Constituição, mas está inspirado também pela urgência do nosso país de avançar em certos pontos, disse o presidente.
Aos novos ministros, FHC pediu a continuidade do trabalho. Na Previdência, insistiu que quer a cobrança previdenciária dos inativos do setor público. Saberemos o momento oportuno em que o país esteja esclarecido sobre as razões dessa matéria, afirmou.
Na área de Minas e Energia, o presidente disse que o desafio de José Jorge será enfrentar questões complexas no que diz respeito ao aumento da geração de energia elétrica por meio de hidrelétricas e de termoelétricas.


