FHC volta a Brasília e terá de resolver crise
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quarta-feira, 18 de dezembro de 1996
Agência Estado 
BRASÍLIA - Após cinco dias fora de Brasília, o presidente Fernando Henrique Cardoso (foto) retorna a Brasília com uma agenda lotada. Hoje ele dá posse ao novo ministro da Saúde, César Albuquerque, que entrará no lugar de Adib Jatene, que deixou o cargo há um mês. O dia será dedicado, também, a diversas conversações com lideranças no Congresso e ministros, para tentar contornar a crise gerada pelo vazamento da lista com os nomes dos nove parlamentares do PPB devedores do Banco do Brasil.
O incidente entre o ministro dos Asssuntos Políticos, Luiz Carlos Santos, e o secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge Caldas, está preocupando o presidente.
Amanhã o presidente participa da última reunião ministerial do ano, no Salão Oval do Palácio do Planalto, a partir das 9h30. Fernando Henrique abrirá a reunião fazendo um balanço das realizações do governo durante o ano de 1996. O presidente quer ouvir, ainda, propostas dos ministérios para o ano que vem. Também amanhã, o presidente será apresentado aos oficiais-generais promovidos em novembro.
Previdência Fernando Henrique disse ontem que se a reforma da Previdência Social não for aprovada no Congresso Nacional, o governo não será capaz de manter o pagamento de aposentados acima da inflação a partir de julho de 1997. Segundo o presidente, os aposentados e pensionistas tiveram um aumento médio real de 25,8%. Isto é, um aumento acima da inflação em seus benefícios nos anos de 95 e 96, disse Fernando Henrique no programa de rádio Palavra do Presidente.
O presidente abriu o programa comemorando o maior pagamento da história da Previdência: R$ 6,1 bilhões a mais de 16 milhões de aposentados e pensionistas, relativos ao benefício de novembro e ao abono de Natal. Mas para que isso fosse possível, o ministro Reinhold Stephanes teve que pedir empréstimo para fazer o pagamento. Somando tudo que foi arrecadado, a Previdência ainda precisaria de R$ 1 bilhão para terminar o ano com as contas em dia, afirmou.


