Agência EstadoReencontroCardoso e dona Ruth na porta da residência da irmã Gilda: aperitivos e bate-papo para matar as saudades


BRASÍLIA - Em meio às negociações em torno da reeleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso reservou parte do dia de ontem para um compromisso tipicamente doméstico. Ele e a primeira-dama, Ruth Cardoso, visitaram no final da manhã Gilda Cardoso, irmã do presidente, que voltou a morar em Brasília há pouco mais de um mês.
Passava do meio-dia quando o presidente e mulher deixaram o Palácio do Alvorada. Contrariando as expectativas de um encontro político, o Ômega azul de Fernando Henrique foi para o Lago Norte, área residencial nobre do Plano Piloto de Brasília, entrando em uma casa desconhecida até então. Acompanhou o casal um agente de segurança com um grande pacote embrulhado para presente.
‘‘Foi só uma visita a uma irmã; não precisava tudo isso’’, comentou Gilda, impressionada com o número de jornalistas que seguiam o casal presidencial. Fernando Henrique não ficou para o almoço. Foram só alguns aperitivos e um bate-papo para matar as saudades. ‘‘Eu tenho sempre contato com ele, mas dificilmente nos vemos pessoalmente desde que ele assumiu a Presidência’’, contou a irmã de Fernando Henrique.
Nem mesmo os moradores da rua sabiam da ilustre vizinha. Formada em Filosofia, mas hoje dedicada ao lar, Gilda explicou que recentemente voltou para Brasília - onde já residiu entre 1972 e 1985 - porque o marido, Roberto Cardoso de Oliverira, aceitou um convite para lecionar Antropologia como professor visitante da Universidade de Brasília (UnB). ‘‘Além disso, temos dois filhos e netos em Brasília’’, disse.

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