Nas próximas três semanas, quando o Orçamento de 2002 será debatido e aprovado pelo Congresso, o desafio do presidente Fernando Henrique Cardoso será o de neutralizar a disputa das bancadas estaduais por recursos federais. A pressão será consequência dos cortes impostos pela redução da arrecadação do Imposto de Renda. Segundo líderes do governo, um reajuste maior para o salário mínimo e servidores públicos federais não deverá gerar polêmica. Essas duas bandeiras ficaram em segundo plano. Somente o PT quer um salário mínimo acima dos R$ 189 propostos pelo governo (hoje está em R$ 180) para deixar de obstruir os trabalhos na Câmara, especialmente a votação da lei orçamentária. O relator-geral do Orçamento de 2002, deputado Sampaio Dória (PSDB-SP), afirma que o reajuste real do salário mínimo deixou de ser uma questão política e econômica do governo federal. ''Esse assunto é de responsabilidade dos governadores'', argumentou. (AE)

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