Arquivo FolhaFiel da balançaJosé Serra: Pefelistas querem ‘‘compensar’’ sua indicação Antes mesmo de dar posse ao senador José Serra (PSDB-SP) como ministro da Saúde, às 11h30 de hoje, o presidente Fernando Henrique Cardoso enfrentará mais um efeito da indicação e poderá ampliar a participação do PFL no governo. O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, irá se encontrar com FHC e espera acertar a indicação de três novos ministros pefelistas: no Ministério do Meio Ambiente, na Previdência Social e para a pasta de Assuntos Políticos.
Além de Serra, o presidente vai empossar hoje Paulo Paiva (PTB), no Ministério do Planejamento, e José Botafogo Gonçalves (PPB), no Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. A pasta de Assuntos Políticos, ocupada atualmente pelo pefelista Luiz Carlos Santos (SP), foi criada há dois anos na cota do PMDB.
A idéia original do presidente era extinguir o ministério com a reforma ministerial, mas na semana passada a manutenção do cargo nas mãos dos pefelistas foi reivindicada pelo partido para ‘‘compensar’’ a indicação de Serra. Ontem, Bornhausen confirmou a expectativa do partido de manter um quarto ministério na sua quota, integrada ainda pelo Ministério de Minas e Energia. ‘‘Os espaços hoje ocupados serão mantidos’’, afirmou Bornhausen, depois de conversar com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
‘‘O PFL participa efetivamente do apoio ao governo e sua participação no governo deve corresponder’’, completou. O presidente do PFL não falou em nomes que negocia para o cargo, mas fez questão de excluir o seu próprio nome da lista.
A manutenção do Ministério de Assuntos Políticos poderá representar mais um problema na base parlamentar de FHC. Há resistências à idéia no PMDB, o terceiro maior partido aliado ao Planalto. Na cota do PFL, Bornhausen disse que um dos futuros ministros será um dos senadores pefelistas que não disputarão as eleições de outubro. ‘‘Há uma reivindicação justa da bancada do Senado, que o presidente acha absolutamente normal.’’
Segundo Bornhausen, os nomes indicados poderão continuar em um eventual segundo mandato de FHC, a critério do próprio presidente. A vaga do Ministério da Previdência foi reivindicada pelo governador do Paraná, Jaime Lerner. Ontem à noite, ainda havia a possibilidade de o ministro Gustavo Krause (Meio Ambiente) desistir da candidatura a um mandato na Câmara.

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