FHC vai ao Incor torcer pelo amigo Covas
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Das Agências De São Paulo 
O presidente Fernando Henrique Cardoso chegou ontem a São Paulo às 19h25 para visitar o governador licenciado Mário Covas (PSDB). FHC foi recepcionado pelo governador interino de São Paulo, Geraldo Alckmin, e seguiu para o 6º andar do Instituto do Coração (Incor), onde está Covas, mas acabou não conversando com ele. Segundo o presidente, Covas estava dormindo e ele não quis incomodá-lo.
Estamos todos na torcida, afirmou o presidente aos jornalistas, logo após deixar o quarto do Incor. A determinação e a vontade contam muito nesta hora, afirmou, sobre a luta do governador para enfrentar a doença.
Segundo Fernando Henrique, Covas surpreendeu os médicos, a família e os amigos com sua proeza para enfrentar cada obstáculo que enfrenta desde que a descoberta da doença. Se os médicos, eles próprios têm reservas quanto a falar sobre o que vai acontecer, eu que não sou médico confio na capacidade de resistência do Mário, disse o presidente, que disse ter ido ao hospital como o amigo Fernando Henrique. Hoje pela manhã, ele deve voltar ao Incor.
O governador em exercício Geraldo Alckmin, que recebeu o presidente no Aeroporto de Congonhas, acompanhou-o ao 6º andar do Incor e, depois, permaneceu sentado ao lado de Fernando Henrique enquanto ele fazia sua declaração. O presidente reafirmou que nada foi escondido sobre o estado de saúde do governador, mas que todos sabem que cada organismo é um organismo, numa referência à capacidade de Covas de enfrentar e superar as dificuldades.
O terceiro dia de internação de Covas foi marcado pela visita de outros tucanos do alto escalão do governo federal. Políticos, empresários e religiosos não puderam subir até o sexto andar do Incor. Até a irmã do governador licenciado, Nídia, permaneceu a maior parte do tempo no térreo. Covas esteve com os familiares mais próximos: a mulher, Lila, e os dois filhos, Renata e Mário Covas Neto, o Zuzinha.
O primeiro a chegar foi o ministro Paulo Renato Souza (Educação), pouco depois do meio-dia. Por volta das 16 horas foi a vez do ministro José Gregori (Justiça). Também estiveram no Incor o presidente de Itaipu, Euclides Scalco, um dos fundadores do PSDB, e o líder do governo na Câmara dos Deputados, Arnaldo Madeira, também tucano.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer (PMDB-SP) também esteve no Incor e deixou um bilhete para o governador. Além de aliados, muitos políticos de oposição ao governo tucano também estiveram no Incor. Dezenove vereadores paulistanos do PT ao Prona estiveram em comitiva no hospital para, segundo eles, levar solidariedade, força, fé e esperança.
O presidente da CUT, João Felicio, afirmou que, apesar das divergências políticas, não poderia deixar de manifestar apoio a Covas. Também visitaram Covas o senador Romeu Tuma (PFL), o deputado federal Emerson Kapaz (PPS-SP) ex-secretário de Covas, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o empresário Mario Amato, a viúva do ex-ministro Sérgio Motta, Wilma Motta, o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo dom Gil Antônio Moreira.


