FHC também tentou mas não conseguiu
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segunda-feira, 25 de novembro de 2002
Agência Estado 
Brasília- A reforma da Previdência Social feita durante o primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foi considerada superficial pelo próprio Executivo, mas a única possível naquele momento, devido às dificuldades de aprovação no Congresso. A maior oposição a ela verificou-se, justamente, no PT. Mas o projeto serviu pelo menos para mudar a doutrina previdenciária aplicada no Brasil até então. Caiu o tempo de serviço; entrou o tempo de contribuição de 35 anos para os homens, 30 para as mulheres.
A reforma da Previdência começou a ser examinada pelo Congresso em abril de 1995, no início do governo Fernando Henrique Cardoso. Ao todo, tramitou por 3 anos e 7 meses. Foi parcialmente aprovada em novembro de 1998. Resultou na emenda constitucional nº 20. A oposição à reforma previdenciária foi comandada pelo PT, mas partidos da base do governo nunca se comprometeram com ela. Bancadas fiéis em outras ocasiões a Fernando Henrique, como as do PFL e do PSDB, por várias vezes contribuíram para a derrota de partes que o governo considerava fundamentais. As bancadas do PMDB e do PPB foram sempre titubeantes em relação ao tema.
Se hoje a aposentadoria por tempo de contribuição para o setor privado não tem exigência de idade mínima, isso se deve ao deputado Antonio Kandir (PSDB-SP). Na votação de um destaque da deputada Jandira Feghalli (PC do B-RJ) que acabava com o tempo de contribuição para a aposentadoria do setor privado, Kandir votou com a oposição.


