FHC retoma negociação por salário de R$ 151,00
Agência Folha
De Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso retomou ontem pessoalmente a negociação do salário mínimo. Para tentar manter o valor em R$ 151,00 chamou para uma conversa o relator da medida provisória do mínimo na comissão mista do Congresso, deputado Armando Monteiro (PMDB-PE). Na conversa, FHC insistiu nos motivos que o levaram a conceder aumento de R$ 15,00 para o salário mínimo a partir de 3 de abril. Acompanhado pelos ministros da Fazenda, Pedro Malan, e da Previdência, Waldeck Ornélas, FHC reafirmou sua posição, sem considerar a possibilidade de o valor ser aumentado no Congresso.
Armando Monteiro deixou o Planalto anunciando que está comprometido com a responsabilidade fiscal e defendendo que a discussão não deve ser contaminada pelo que classificou de voluntarismo político. Foi um recado ao PFL, que insiste num aumento maior para o mínimo. O relator não descartou, porém, a possibilidade de a comissão que analisa a MP alterar o valor fixado pelo governo. Monteiro afirmou que analisará o parecer da comissão que apontou fontes alternativas de financiamento capazes de sustentar um aumento para o equivalente a US$ 100,00.
Em busca de uma saída honrosa para o partido e principalmente para o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), os principais líderes do PFL já recuaram e começaram a discutir ontem diretamente com FHC propostas para alterar a MP. FHC já avisou a lideranças pefelistas que não vai aceitar a proposta levada a ele pelo presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), de elevar o mínimo para R$ 177,00 a partir de 1º de janeiro de 2001.





