O presidente Fernando Henrique Cardoso vai comandar as negociações do pacote de ajuste fiscal. Animado com a vitória na votação da reforma administrativa, Fernando Henrique montou uma ofensiva junto à base aliada na tentativa de votar, na quarta-feira (03) as oito Medidas Provisórias (MPs) que compõem o pacote.
O PFL do senador Antônio Carlos Magalhães (BA) resiste ao aumento do imposto de renda da pessoa física. O partido quer uma saída política e ontem pediu ao governo a redução do aumento, de 10% para 5%, reafirmando proposta anterior de modificar as faixas de desconto. Com exceção desta, as outras sete MPs já foram aprovadas em suas respectivas comissões especiais.
‘‘Quero que o ajuste deixe de ser uma queda-de-braço e passe a ser uma luta de todos pelo Brasil’’, disse o presidente à cúpula do PSDB, recebida ontem no Palácio do Planalto. ‘‘O governo quer preservar a integridade do pacote, mas também faz questão de manter a integridade de sua base de apoio’’, resumiu o relator da MP que trata do imposto de renda e do corte dos incentivos regionais, deputado Roberto Brant (PSDB-MG).
A decisão de tomar as rédeas das negociações foi tomada na reunião com a cúpula tucana. Operando em sintonia com seu partido - o único que fechou questão em favor do pacote, sem reparos - Fernando Henrique resolveu assumir o comando.

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