FHC relança plano de ação nacional
FHC relança plano de ação nacional
Promoção de benefícios em 13 grandes grupos pretende alcançar melhor qualidade de vida e de bens e serviços produzidos
Gecy Belmonte
Agência Estado
Arquivo FolhaPara dentroNa educação, objetivo do PBQP é reduzir em 65% o número de crianças de 7 a 14 anos fora da escola até 2002Qualidade - Mostre, Exija, Viva. Quem faz o Brasil é Você. Com este slogan, o presidente Fernando Henrique Cardoso relança dia 28, através de uma teleconferência pela Embratel para 64 pontos do País, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP). O objetivo do governo, ao relançar o PBQP com nova roupagem, é o de engajar o setor privado e a sociedade brasileira em 13 grandes metas nacionais que se refletirão na melhoria da qualidade de vida da população e na competitividade de bens e serviços produzidos no País.
As 13 metas nacionais foram definidas a partir de uma discussão que começou em fevereiro passado, envolvendo o governo, o setor privado e alguns segmentos da sociedade civil. As discussões foram coordenadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho. Inicialmente, o PBQP irá concentrar sua atuação em 13 temas que tem impacto direto não só na vida dos cidadãos, mas na imagem do País no exterior e na inserção da economia brasileira no mercado internacional: educação, saúde, consumo, micro e pequena empresa, turismo, audiovisual (valorização do cinema), trabalho, exportação, administração pública, indústria, agricultura, ciência e tecnologia e habitação.
Estas metas refletem os anseios da população com relação a qualidade, conforme detectou pesquisa encomendada pela coordenação do PBQP. Assim, na educação, o objetivo é reduzir em 65% o número de crianças de 7 a 14 anos fora da escola, até 2002. Na saúde, o esforço se voltará para acabar com a contaminação de sangue, melhorando a qualidade do processamento e do controle do sangue destinado às transfusões, até 2003. No turismo, a campanha será para reduzir a sujeira das cidades, principal reclamação dos turistas estrangeiros que visitam o País.
As metas traçadas, que serão desdobradas em projetos específicos e coordenadas pela comissão responsável por cada tema, tem planos ambiciosos a ser desempenhados nos próximos cinco anos. As metas são factíveis e abrangem especialmente a parte social, que não foi atingida na primeira fase do PBQP, quando este foi lançado em 1990, diz o superintendente do Instituto Brasileiro da Qualidade e da Produtividade (IBQP), Eugenio Tolstoy De Simone. O IBQP, junto com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), responde pela secretaria executiva do Programa.
Tolstoy explica que o prazo médio para alcançar o objetivo proposto em cada uma das 13 áreas, é de cinco anos, mas varia conforme a peculiaridade do segmento. A intenção foi a de desvincular o PBQP do fim do mandato do governo, porque o PBQP é permanente, diz ele. Acrescenta ainda que o programa está aberto a outras metas que venham a ser propostas pela sociedade civil. Segundo ele, o PBQP será gerenciado por um sistema integrado de acompanhamento. Assim, além de reuniões periódicas, haverá um site na Internet, pelo qual qualquer pessoa poderá ter acesso as informações e andamento do programa.
O superintendente explica que as metas traçadas e os projetos específicos que estão sendo detalhados pelas respectivas coordenadorias de cada área, foram concebidos dentro da realidade orçamentária de cada setor. Ressalta, contudo, que se faltarem recursos, já existe uma determinação do governo para que sejam acionados bancos e agências de fomento, como o BNDES, para que os projetos não deixem de ser executados.





