FHC rejeita pressão para definir candidato
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Wilson Silveira<br>Agência Folha - De São Paulo 
Depois de empossar três novos ministros, a um ano das eleições, o presidente Fernando Henrique Cardoso fez um apelo à união dirigido aos pré-candidatos governistas à sua sucessão e insistiu para que adiem a campanha para o momento adequado. Segundo o presidente, a transição será feita com tranquilidade. ''Não seremos conduzidos pela pressa de ninguém. Nem de candidatos nem de interessados nem da imprensa. Só vamos estar sendo orientados pelos sentimentos do que é melhor para o Brasil.''
Na hora da campanha, FHC afirmou ter certeza de que os partidos aliados saberão encontrar o caminho da união. Ele se referia de forma velada à disputa acirrada entre os pré-candidatos tucanos José Serra e Tasso Jereissati. ''Há muito o que fazer. E é isso que o Brasil espera de nós. É saber lidar com o tempo.''
Mais adiante, o presidente fez um segundo apelo à união, ao afirmar que ''o Brasil quer saber se o governo vai continuar governando e vai até o final, vendo o processo político se desdobrar, respeitando as divergências entre os partidos e dentro dos partidos e buscando encaminhar uma solução que permita a mesma união que nos trouxe para cá, a mesma união de espírito, o mesmo espírito brasileiro, a melhor crença no país, a crença na estabilidade''
Sem citar nomes, FHC reagiu às comparações com seu governo que têm sido feitas por pré-candidatos. ''Aqueles que vierem a ser candidatos terão a percepção e a sintonia com o povo para avançar mais, sem se preocuparem com o que o presidente Fernando Henrique acha, se vai ser igual a ele ou não, porque não acho isso. Acho que cada um tem que ser igual a si mesmo.''
FHC deu posse aos novos ministros da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, que deixou a Secretaria Geral da Presidência, da Secretaria Geral, Arthur Virgílio Neto, e da Integração Nacional, Ney Suassuna. Estavam presentes sete governadores e 11 ministros. Chamou a atenção a ausência de líderes do PFL, partido que ensaia a candidatura da governadora Roseana Sarney (MA) à Presidência. O PMDB governista prestigiou seu ministro, Ney Suassuna, por intermédio do presidente do partido, Michel Temer, e do ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha, que entregara o cargo pouco antes.


