FHC reafirma crescimento de 4%
Agência Estado
De Brasília
No discurso de posse do novo ministro do Desenvolvimento, o presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a afirmar que o País deve crescer no mínimo 4% em 2000 e que o Plano Plurianual de Investimentos (PPA) será o roteiro deste crescimento. O País necessita do vento da população favorável para podermos avançar na prosperidade, afirmou. FHC disse que gostaria de acrescentar apenas duas palavras à lista de objetivos que Tápias anunciou durante o dicurso: urgência e convergência.
Segundo FHC, é preciso sentir a angústia da urgência. Referindo-se ao discurso feito anteontem na feira da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no Rio, ele disse que numa palavra sincera, havia pedido apenas uma coisa: urgência. Urgência para todos; para mim também; para o governo, para o Congresso, para a sociedade. Segundo FHC, é preciso ter esta urgência para enfrentar as questões do País com convergência.
FHC enfatizou ainda que é preciso não deixar que prosperem, às vezes, más informações e interpretações precipitadas, que poderiam dificultar a clareza das ações na busca de um entendimento para tentar resolver as questões do País.
Em referência à fala de Tápias, FHC afirmou que os criadores, os homens com capacidade de transformar as coisas, normalmente, conseguem tornar o complexo em algo simples e com objetivos palpáveis. FHC também falou da idéia de criação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 1998, quando o Brasil estava enfrentando uma crise econômica. Ele disse que, naquela época, a crise foi injusta porque os fundamentos da economia brasileira não estavam bamboleando, como algumas instituições fora do País faziam crer.
O presidente disse que o ministério foi criado para ser um articulador de um conjunto de tarefas que estão em marcha e garantir que os anseios da população sejam concretizados. No discurso, ele fez também uma referência ao ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, para dizer que o sonho de ter o ministério não foi possível pelos fatos que todos conhecem e comentou que as injustiças e maldades, a história às vezes prega naqueles que mais se empenham, também se referindo ao ex-ministro.





