FHC quer iniciar as discussões
FHC quer iniciar as discussões
Arquivo Folha
Crusius: oportunidade para discutirA intenção do governo, ao enviar a proposta de reforma tributária nos próximos dias ao Congresso, é de que o tema passe a integrar a agenda política e os debates da campanha eleitoral. A proposta da reforma tributária tem de vir porque o governo estava devendo isto ao Congresso, lembra a deputada Yeda Crusius (PSDB-RS), ex-ministra do Planejamento.
A estratégia havia sido anunciada no início do ano pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, mas o aviso foi considerado inoportuno na época porque o governo concentrava todos os esforços para apressar a aprovação da reforma da Previdência.
Como muitos parlamentares, Yeda vê na campanha eleitoral uma ótima oportunidade para se discutir um novo sistema tributário e uma reforma fiscal, mas ninguém trabalha com a hipótese de que o texto possa ser votado este ano, mesmo depois das eleições. A deputada adianta que o País precisa de uma reforma fiscal porque, se houver apenas uma reforma tributária, nada muda. O governo tem de lançar uma proposta geral, sobre a qual caibam todos os financiamentos setoriais e se defina a estrutura dos encargos.
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), vice-líder do governo, se diz extremamente favorável à proposta de reforma tributária a ser enviada pela equipe econômica. Segundo ele, depois de anos de discussão sobre sistema tributário no trabalho legislativo, chegou à conclusão de que a melhor forma de tributar o consumo é mesmo uma mistura entre o Imposto sobre Vendas a Varejo (IVV), em âmbito estadual, e um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), a ser cobrado pela União, os dois contemplados na nova proposta do governo.





