FHC quer inaugurar uma obra por mês
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terça-feira, 12 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
Agência Estado
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SocialFernando Henrique: obras desenvolvidas pelo Programa Brasil em Ação estão adiantadas. Elas vão consumir R$ 31 bilhões em 97Até a eleição do ano que vem o presidente Fernando Henrique Cardoso terá pelo menos uma grande obra para inaugurar a cada mês. São projetos que constam do Programa Brasil em Ação, que completou um ano ontem, e para os quais estão reservados R$ 31 bilhões só em 97. Entre as inaugurações previstas nesse período, estão grandes projetos como a hidrelétrica de Xingó (na divisa de Sergipe e Alagoas) e o porto de Sepetiba (RJ).
O ministro do Planejamento, Antônio Kandir, admitiu que os projetos gerarão dividendos eleitorais. Mas são obras que a sociedade quer, alegou. Kandir anunciou ontem que o governo está empenhado em tirar o Brasil em Ação da clandestinidade. Ele informou que as verbas de publicidade para o programa são de R$ 7 milhões neste ano e saltarão para R$ 28 milhões em 98 - ou seja, serão quadruplicadas. O ministro argumentou que é preciso mostrar os resultados para atrair novos investimentos privados para as regiões beneficiadas com as obras. A primeira preocupação é a difusão entre setores investidores, disse ele.
Os estrategistas do Planalto acreditam que, para poder conquistar novamente o eleitorado, Fernando Henrique terá de mostrar realizações além da estabilização da moeda. Ontem, o presidente repetiu uma idéia que vem enfatizando há algum tempo, de que não há nada mais equivocado do que pensar que o programa do governo é só moeda.
Ao mostrar, em um mapa do Brasil, os avanços na área de infra-estrutura já concluídos em seu governo, o presidente declarou: Infelizmente, não se pode botar nesse mapa toda a transformação social. Segundo Fernando Henrique, daqui a cinco ou dez anos o Brasil terá muito mais musculatura, será um País capaz de dar saltos muito grandes.
Depois de cobrar dos 42 gerentes garra para cumprir a tarefa de fazer com que os projetos obtenham os resultados esperados, Fernando Henrique afirmou: A minha tarefa termina daqui a um ano e meio, a de vocês vai levar alguns anos, porque muitos são (funcionários) de carreira.
O presidente disse que muitos projetos para os quais o governo envia verbas federais são capitalizados por governadores e prefeitos. Uma boa parte da obra do governo federal reaparece na obra dos governos municipais e estaduais, muitas vezes anonimamente, disse. Não nos preocupa isso, não estamos aqui disputando quem tem nome na placa.
Kandir e Fernando Henrique admitiram que várias obras do Brasil em Ação não começaram neste governo. É o caso do projeto do gasoduto Brasil-Bolívia, um projeto de 30 anos, segundo Kandir. O que nós estamos fazendo é simplesmente atar os nós necessários e desatar outros tantos para que o Brasil possa ter um rumo com coerência, disse o presidente.
Em discurso de 40 minutos, Fernando Henrique comemorou a antecipação de metas de alguns dos 42 projetos, como o da Caixa Econômica Federal (CEF) para o financiamento da casa própria. Ele argumentou que a prioridade que o governo deu a este projeto da CEF permitiu uma ativação do setor de construção. O presidente destacou que, num primeiro momento, a estabilização econômica produziu a expansão dos bens de consumo. Agora são os bens de capital, obras de infra-estrutura e construção civil, disse. Isso tem muitas vantagens, sobretudo na construção civil, porque induz a atvidades domésticas do mercado interno, não tem o componente de material importado forte, não pesa sobre a balança comercial e dá emprego.
Rádio No seu programa de rádio semanal, Fernando Henrique também divulgou os resultados dos projetos do Brasil em Ação. Ele disse aos ouvintes que acompanha os trabalhos do programa por meio de um computador. Fernando Henrique disse ainda que se dedica, de modo especial, aos programas de geração de emprego, ao programa de agricultura familiar, ao de irrigação e ao de reforma agrária.


