FHC quer distância da banda podre
FHC quer distância da banda podre
Foi como o presidente se referiu ontem aos membros da base aliada que ajudaram a derrotar o governo na votação da Previdência
Agência Estado
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que quer a banda podre da base aliada, responsável anteontem pela derrota do governo na votação da reforma da Previdência, bem longe. Ele rejeitou o apoio dos rebeldes na sessão de quarta-feira, quando serão votados outros pontos da reforma. Segundo Fernando Henrique, será uma votação esmagadora.
O presidente disse que a rejeição da idade mínima não significa o fim da reforma da Previdência, nem o desequilíbrio fiscal nas contas públicas. Esse destaque, não se preocupem, eu tenho modo de repor, e vamos repor, declarou logo cedo, buscando tranquilizar o mercado. Na opinião do presidente, o resultado não afeta a imagem do Brasil no exterior porque lá fora eles conhecem a nossa fibra e vão confiar nela. Segundo ele, não será o trabalho da oposição, nem a moleza de alguns setores da base do governo, que vão impedir a continuidade das reformas.
Fernando Henrique afirmou que a palavra negociação tem de ser abolida nas próximas votações e que o fato de ser ano eleitoral não quer dizer nada. O País já o conhece e sabe que eu não cedo um milímetro em função de questões eleitorais. O presidente disse querer conhecer os votos para denunciar aos brasileiros. Não contem com aqueles que votaram contra vocês, disse.
Sem citar o ex-ministro do Planejamento deputado Antônio Kandir (PSDB-SP) e o ex-líder do governo na Câmara deputado Germano Rigotto (PMDB-RS), que não deram sim ao destaque que instituía a idade mínima para aposentadoria, Fernando Henrique lamentou o equívoco dos ex-colaboradores. Peço àqueles que se equivocaram, que não se equivoquem mais.
O presidente agradeceu aos parlamentares que apoiaram o governo. Fico feliz de, no quarto ano de governo, ainda dispor de 309 votos, pelo menos, já que dois erraram. De acordo com ele, essa massa de votos representa mais que o dobro dos 148 votos da oposição.
O governador do Rio Grande do Sul, Antônio Brito, aproveitou a cerimônia de liberação de verba ao Estado para atacar os deputados que votaram contra o projeto. Segundo ele, a derrota não foi do presidente, mas dos brasileiros pobres.





