FHC quer Chile integrado ao Mercosul
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
France Presse De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso se reuniu ontem com o presidente do Chile, Ricardo Lagos, no Palácio do Planalto, para discutir as relações entre os dois países e o processo de integração do Chile ao Mercosul.
Os presidentes devem assinar uma declaração conjunta, além de vários convênios nas áreas de Defesa e Ciência e Tecnologia. Esta á a primeira visita de Estado de Lagos ao Brasil desde que ele assumiu a presidência do Chile, em março passado.
Em 1999, Brasil e Chile tiveram um dos menores níveis de intercâmbio dos últimos anos, que alcançou 1,6 bilhão de dólares, 12% a menos do que no ano anterior, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
No primeiro trimestre deste ano, surgiram os primeiros sinais de recuperação do comércio bilateral, que aumentou quase 30% em relação ao mesmo período de 1999, acrescentou a federação.
A retomada das relações entre Brasil e Chile e o incentivo à entrada dos chilenos no Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) são prioridades para o presidente Fernando Henrique Cardoso.
FHC informou ontem que está disposto a impulsionar uma queda das tarifas de importação no Mercosul, mais altas do que as chilenas, para que o Chile possa fazer parte do bloco.
O presidente chileno, que ontem à noite foi o convidado de hora de um jantar no Palácio da Alvorada, está acompanhado de vários ministros do seu gabinete, entre eles a chanceler Soledad Alvear e os titulares de Fazenda, Defesa e Obras Públicas, Nicolás Eyzaguirre, Mario Fernández e Carlos Cruz, respectivamente.
Após o almoço oferecido por autoridades brasileiras a Lagos no Palácio do Itamaraty, o presidente chileno dará prosseguimento à sua viagem em São José dos Campos (SP), onde visitará a sede da Embraer, e em São Paulo, onde permanecerá até a tarde de hoje.


