O presidente-candidato Fernando Henrique Cardoso promete que, se eleito para um segundo mandato, investirá US$ 214,6 bilhões em obras de infra-estrutura até 2002, para aumentar a oferta empregos. A meta consta do caderno com a prestação de contas do governo na área do emprego, divulgado ontem pelo comitê central de campanha. Serão 1.099 projetos nos setores de eletricidade, petróleo, gás, transportes, portos e saneamento.
Segundo o relatório, a iniciativa deve reforçar programas já existentes, como o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), destinado a incentivar as micro e pequenas empresas, e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para gerar empregos agrícolas e fixar o homem no campo, e o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que com investimentos de US$ 670 milhões deve render 1,7 milhões de empregos diretos no Nordeste até 1999.
Para a recuperação de rodovias, que vai ocupar mão-de-obra desqualificada, o governo prevê investimentos de R$ 1,25 bilhão até 2001. Nos quatro anos de governo, o setor de transportes recebeu, segundo a coordenação de campanha, R$ 7,5 bilhões.
O número de postos de trabalho, que vinha crescendo até 1996 a uma taxa de 2%, estagnou do ano passado para cá, em decorrência da crise asiática e do ajuste fiscal para garantir o Plano Real. Segundo a prestação de contas do governo, o desemprego foi maior entre os jovens de 15 a 24 anos e entre os adultos com mais de 65 anos. O desemprego foi menor entre os trabalhadores na faixa dos 40 a 64 anos. Em 97, a taxa de desemprego dos chefes de família girou em torno dos 4%, enquanto que entre os filhos ficou em cerca de 10%.
O comando da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso desenhou ontem um quadro otimista da geração de empregos no País: a oferta diminuiu nas regiões metropolitanas, mas aumentou nas cidades do interior. ‘‘Houve uma interiorização das oportunidades de emprego’’, disse o coordenador do programa de governo do presidente-candidato, Carlos Américo Pacheco.
Segundo informações divulgadas pelo comitê, na região metropolitana de São Paulo foi registrada a maior queda na oferta de emprego. Em compensação, o Estado de São Paulo teve o maior índice de crescimento do emprego industrial fora das regiões metropolitanas. O comitê divulgou ontem o balanço das realizações do governo FHC em 11 setores.
Os cadernos de prestações de contas, num total de 25, servirão de base para o programa de governo do eventual segundo mandato de FHC. A geração de empregos será o carro-chefe do programa para o eventual segundo mandato de FHC. Pacheco admitiu que no final do ano passado houve uma retração na oferta de empregos no país decorrente principalmente da crise asiática.
EducaçãoNo balanço de atividades do governo na área social, a coordenação da campanha da reeleição do presidente FHC destacou o setor de educação como o que mais avançou nos últimos quatro anos e os investimentos de mais de R$ 10 bilhões no combate à pobreza. O dinheiro aplicado no programa Comunidade Solidária teria reduzido a miséria no País, levando a 1368 municípios programas de distribuição de cestas básicas e construção de moradia.
Para a coordenação, um novo quadro da educação foi traçado durante o governo de FHC, com o alcance, já este ano, da meta de escolarização de 95% da população, inicialmente prevista para 2003. O crescimento do número de matrículas no Brasil entre 1994 e 1998 foi de 12,2% entre crianças de 7 a 14 anos e o nível de aprovação cresceu 34,5% nessa faixa etária. Até 1997, o Brasil tinha 2,7 milhões de crianças nessa idade fora da escola.
No setor de agricultura, o documento preparado pela coordenação de campanha registra que os recursos disponíveis para plantio subiram de R$ 4,6 bilhões em 1994 para R$ 10 bilhões este ano, as taxas de juros caíram mais de três vezes para os produtores (de 18% para 5,75% ao ano, para pequenos produtores, e de 37% para 8,75% para os demais).

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