FHC procura novo coordenador político
Agência Estado
De Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso está tentando encontrar um novo coordenador político para o governo. A função seria exercida a partir da chefia da Casa Civil, retomando uma tradição de governos anteriores. O governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), foi sondado para o posto na semana passada, mas declinou. O nome do líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP) está em alta.
Segundo líderes de partidos da base governista, esse é o cargo-chave da reforma ministerial. Essa é a questão central do governo hoje, mas o presidente está tendo dificuldades para encontrar uma solução, afirma um dirigente tucano. Os líderes governistas acreditam que tanto o atual ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, como o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, estão desgastados perante a base de sustentação parlamentar.
Carvalho porque nunca teve o perfil político requerido pelo cargo e Pimenta porque não conseguiu estabelecer um entrosamento entre os líderes e o Palácio do Planalto. O presidente gosta do Pimenta, que é útil no papel de anteparo, mas um coordenador político fora do Palácio não acompanha o processo legislativo, avalia um líder governista.
A reforma ministerial deve ser anunciada nesta semana, mas não necessariamente na quarta-feira, como havia informado o líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM). Em conversas com os líderes tucanos neste final de semana em São Paulo, o presidente afirmou que a data do anúncio não chegou a ser fixada.
Ontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso passou o dia em sua fazenda no município de Buritis (MG), voltando a Brasília só no final da tarde. No início da noite, ele recebeu a visita do ministro da Fazenda, Pedro Malan.
O presidente está mantendo sigilo sobre as consultas que está fazendo e, até ontem, não havia procurado os líderes do PMDB e do PFL para conversar sobre a reforma. Os líderes governistas avaliam que o presidente não deverá mexer muito em sua equipe e a criação de novos ministérios é considerada improvável.
Tudo é especulação, disse ontem o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira (BA), que recebeu delegação do presidente de seu partido, senador Jáder Barbalho (PA), que está na Europa, para tratar do assunto com o presidente Fernando Henrique.





