FHC pode encerrar campanha com um showmício no Rio
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quarta-feira, 16 de setembro de 1998
Gerson Camarotti Agência Estado 
A campanha do presidente-candidato Fernando Henrique Cardoso deverá ser encerrada, no dia 27, com um showmício no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. A sugestão foi levada ao comitê pelo coordenador de marketing, Nizan Guanaes. Segundo José Expedito Prata, coordenador de apoio ao candidato, Fernando Henrique ainda não deu o sim, mas a possibilidade de o evento ser realizado é de 90%.
O líder do governo na Câmara, Ronaldo Cézar Coelho (PSDB-RJ), deu como certa a realização do comício, após almoçar com Guanaes. Eu perguntei para o Nizan por que o Rio tinha sido escolhido para encerrar a campanha, e ele me disse: Porque o Rio é alto astral, disse Coelho. No dia 26, FHC visitará Pelotas e Passo Fundo (RS), onde deve fazer comício.
Coelho disse que no Rio serão montados dois palanques: um para os artistas e outro para os políticos. Algumas atrações já estão certas. Entre elas, as duplas sertanejas Chitãozinho e Chororó, Zezé di Camargo e Luciano, além do cantor Leonardo. Também participará da festa o grupo Só Prá Contrariar e o cantor popular Elimar Santos. O marketing da campanha também pensa em contratar o grupo Molejo e Claudinho e Bochecha.
Todos os candidatos a governador que apóiam Fernando Henrique serão convidados, disse Coelho, sem entrar em detalhes sobre quem deve discursar. Segundo ele, o comitê tentará encontrar uma fórmula para evitar o constrangimento de candidatos adversários no Estado, como Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) e César Maia (PFL).
Candelabro O rabino Henry Sobel entregou ontem ao presidente FHC no Palácio da Alvorada, um menorá - candelabro sagrado do judaísmo. Segundo Sobel, que preside a Congregação Israelita Paulista, o presente é um símbolo da confiança da comunidade judaica na capacidade de o Brasil enfrentar e superar a atual crise financeira. O rabino afirmou ainda que sua comunidade irá depositar, cada vez mais, a confiança no presidente Fernando Henrique, mas negou que a visita representasse um apoio político à reeleição.


