FHC pede união do País contra crise
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quarta-feira, 26 de agosto de 1998
José Ramos Agência Estado 
O presidente Fernando Henrique afirmou ontem, em discurso na cerimônia de assinatura de contratos de implantação do mercado atacadista de energia em Brasília, que é necessária a união de todos para que os problemas do País sejam resolvidos. O presidente reforçou o discurso do empresário Antonio Ermírio de Morais, e afirmou que o mundo globalizado tem oportunidades e riscos; se não nos unirmos internamente, ficará mais difícil enfrentarmos as mazelas. É necessário que a sociedade reflita sobre isso, disse o presidente.
FHC criticou pessoas que estariam transformando falsos problemas em problemas, fazendo denúncias sem sentido e demonstrando até torcer para que as coisas dêem errado. Ao olharmos as tempestades, que no passado nos afundariam, mas que hoje não, devemos olhar com confiança para o futuro. Segundo FHC, o gigante está andando e não vai parar.
O comitê eleitoral de FHC comunicou ontem que manterá a estratégia de desligar inteiramente a campanha da crise do mercado internacional, que traz reflexos para o País e manter a confiança na vitória. Temos certeza de que o presidente Fernando Henrique Cardoso vai vencer, seja no primeiro ou no segundo turno, afirmou ontem o coordenador político da campanha, Euclides Scalco, em mais um dia marcado pela queda generalizada das bolsas do mundo.
O comitê eleitoral de FHC vem tratando a crise financeira como uma questão puramente de governo e mantendo o candidato longe de problemas que, em tese, dizem respeito somente ao presidente. Scalco insistiu ontem que o programa de governo - a ser anunciado por FHC no dia 3 - levou em conta um cenário de crise. O programa de governo foi feito, desde o começo, levando em consideração a possibilidade de desdobramentos da crise que atingiu as bolsas no ano passado; por isso, trabalhamos em caminhos factíveis, afirmou Scalco.
Como temos certeza de que Fernando Henrique vai vencer, seja no primeiro ou no segundo turno, nós temos de elaborar um programa com propostas factíveis, que possam ser cumpridas, disse Scalco. Ele aproveitou para criticar, mais uma vez, a proposta de geração de empregos para os próximos quatro anos, anunciada por Lula (PT).
Não temos propostas irreais, como a criação de 15 milhões de empregos, afirmou. A meta de levar o País a um crescimento econômico de 6% ao fim do próximo governo é considerada realista e coincide com a meta do candidato do PT, ressalta um assessor de FHC. A gente insiste que a estabilidade econômica será defendida a qualquer custo porque acredita que ela é a melhor política social que existe, diz. (Colaborou Cláudia Carneiro).


