O presidente Fernando Henrique Cardoso demonstrou ontem preocupação com a greve nas universidades e fez um apelo aos líderes da base governista no Congresso, para que seja criado um clima favorável para a solução do impasse, sempre preservando a autoridade do governo.
Segundo relato do líder do PSDB no Senado, Geraldo Melo (RN), que participou da reunião com FHC, o presidente ressaltou que os professores não podem ser apresentados à opinião pública como maus servidores e incompetentes, e que é preciso evitar que as universidades percam o grau de importância junto à sociedade.
Segundo o senador, a impressão geral dos participantes da reunião é de que os grevistas desejam inviabilizar as aulas até o final do ano e impedir a realização de vestibulares, ''o que é uma situação muito grave''.
Para Geraldo Melo ficou claro na exposição feita pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que a greve nas universidades é um movimento político, comandado pelo PSTU, partido de pouca expressão.
Participaram da reunião com o presidente os ministros da Educação, Paulo Renato Souza, do Planejamento, Martus Tavares, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Aloísio Nunes Ferreira, o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, e os líderes da base.
O presidente da Comissão de Educação na Câmara, Walfrido Mares Guia (PTB-MG), que também participou de reunião, disse que a principal conclusão foi de que houve avanço nas negociações com os funcionários e professores.
- Em Folha Cidades, leia noticiário sobre a greve das universidades no Paraná

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