Brasília - Nos bastidores do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique tem sido ouvido para opinar com base nas experiências que teve nos seus dois mandatos. A todos FHC tem lembrado que suas tentativas de superar as crises sem enfrentá-las diretamente sempre acabaram em fracasso e ele terminou por demitir auxiliares envolvidos, ainda que depois se comprovasse a inocência deles, tal como ocorreu no episódio do seu então ministro da Secretaria Geral da Presidência, Eduardo Jorge Pereira Caldas.
As lideranças da oposição, e mesmo parlamentares petistas, observam ainda com alguma apreensão os movimentos do vice-presidente José Alencar e do seu partido, o PL. O pedido de demissão do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, apresentado a Lula em Uberaba (MG), quinta-feira, chamou a atenção por ter sido feito em meio à crise. No mínimo, dizem esses atores, faltou lealdade do PL. Da mesma forma foram avaliadas como retirada de apoio a decisão drástica da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, descredenciando de suas funções políticas e religiosas o deputado Bispo Rodrigues, acusado de ligações com o caso Diniz. A Universal elegeu a maior parte dos parlamentares federais da bancada evangélica foi, na campanha de Lula, um dos fatores importantes para a sua vitória em 2002. A.T.

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