‘‘Vou dar ao presidente Fernando Henrique Cardoso a maior votação proporcional do País’’, garante Íris Rezende, que não se importa com os comentários de que ele não era o preferido do presidente para ocupar o lugar do ministro Nelson Jobim, no Ministério da Justiça. Marconi Pirilo (PSDB), adversário de Rezende, recorre ao falecido ministro Sérgio Motta para alardear a história: ‘‘O ministro falava pelo presidente’’, diz o candidato do PSDB, referindo-se a entrevista de Motta a uma revista, onde criticava Íris duramente. A história deve ser explorada no horário eleitoral gratuito, que começa no dia 18.
Mas Íris Rezende parece não se importar. Uma das poucas vezes que Íris recorre à história é para pedir voto para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Seu avô foi presidente da então província de Goiás’’, lembra ele em quase todos os discursos. ‘‘Por isso sou seu cabo eleitoral’’, acrescenta. E o próprio comitê de campanha do presidente sabe da força de Íris na eleição. Assessores de Fernando Henrique Cardoso esperam só de Goiás, pelo menos 1 milhão de votos. Todos carreados pelo candidato do PMDB. ‘‘O presidente não precisa nem visitar o Estado, eu faço a campanha para ele’’, afirma.

mockup