FHC nega quebra de acordo e elogia Inocêncio
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quarta-feira, 16 de abril de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem, por intermédio de seu porta-voz, Sérgio Amaral, que o Congresso ao fixar na emenda da reforma administrativa um teto para os vencimentos no setor público não precisa adotar como referência o total resultante da acumulação do salário com uma aposentadoria. Isso depende de debate no Congresso, afirmou Amaral. Ele disse também que o presidente é favorável ao teto de R$ 10,8 mil, estabelecido pelo relator da emenda, deputado Moreira Franco (PMDB-RJ).
O adicional é uma questão a ser discutida no Congresso, insistiu Amaral. Segundo o porta-voz, não houve quebra de acordo feito entre os líderes partidários e o governo, já revogado e que resultara na apresentação da emenda aglutinativa que autorizaria parlamentares, ministros e servidores em cargos de confiança a acumular o salário máximo (de R$ 10,8 mil) com uma aposentadoria pré-existente, também limitada a R$ 10,8 mil, totalizando R$ 21,6 mil. De acordo com Amaral, o que houve, com a retirada da emenda aglutinativa, foi apenas uma evolução das discussões e não um rompimento de acerto.
Amaral informou ainda que o presidente fez questão de ressaltar que o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), foi um dos primeiros a se opor à emenda aglutinativa dos R$ 21,6 mil. Com essa referência, o presidente procurou fazer um agrado a Oliveira, que passou o dia irritado com as afirmação do líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), de que o líder do PFL é que voltou atrás em relação ao acordo dos R$ 21,6 mil.


