FHC nega que saída de Bezerra seja interferência
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso, por intermédio do porta-voz Georges Lamaziére, negou ontem que a saída do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, seja uma interferência do Planalto na disputa entre aliados no Congresso. O presidente observou que o ministro apenas o informou de sua decisão, disse o porta-voz, tentando amenizar as críticas que o Planalto recebeu, particularmente do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), por causa do regresso de Bezerra ao Senado para garantir o voto no candidato a presidente da Casa Jader Barbalho (PMDB-PA).
Já no Senado, o ex-ministro rebateu as acusações do PFL e explicou que a exoneração do Ministério da Integração Nacional para votar em Barbalho foi uma decisão pessoal. Não pode, portanto, segundo a avaliação dele, ser interpretada como uma interferência do governo no processo sucessório do Senado em favor de Barbalho. Eu pedi a licença e o presidente concedeu, afirmou, ressaltando que a situação do candidato peemedebista é bastante confortável e que o voto dele seria apenas simbólico, sem interferir na decisão.
Apesar disso, ele explicou que resolveu deixar temporariamente o cargo para demonstrar solidariedade a Barbalho e construir a unidade do PMDB. No Planalto, assessores do presidente insistem que a saída temporária de Bezerra do governo é apenas um ato político do ex-ministro da Integração Nacional.


