FHC não vai interferir em alianças no PR, diz Osmar
O senador Osmar Dias (PSDB) disse ontem que não há chance de o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) interceder em favor do governador Jaime Lerner (PFL) e impedir a costura de uma aliança política entre o senador Roberto Requião (PMDB) e o seu irmão, o ex-governador Álvaro Dias (PSDB), no Paraná. Osmar diz que conversou na semana passada com o secretário geral da presidência, Eduardo Jorge, e teve garantias de que a questão estadual será conduzida com independência pelo PSDB.
As declarações do senador são resposta à investida política que Lerner faz hoje em Brasília, durante audiência com o presidente. O governador do Paraná estaria disposto a pedir, entre outras coisas, que o presidente force Álvaro a não celebrar acordo eleitoral com Requião, considerado um dos mais ácidos críticos do governo federal. E estaria empenhado ainda a fomentar o PFL a cobrar um pacto que teria sido celebrado com o presidente Fernando Henrique, de apoio exclusivo aos governadores do PFL e PSDB que disputam a reeleição em 98.
Ele (Lerner) está indo pedir ao Fernando Henrique exclusividade de apoio. Isso não existe. O presidente está no nosso partido, o PSDB, observou Osmar, que se encontra na semana que vem com o ministro das Comunicações, Sérgio Motta. Ele quer ter uma certeza oficial de que os tucanos paranaenses estão liberados para trabalhar suas próprias coligações. Osmar afirma que a presença do senador Requião nas costuras não inviabiliza uma aliança. O governo federal tem claro uma coisa. O Requião é uma oposição pessoal ao presidente. O PMDB, seu partido, já definiu no domingo que é aliado e que integra a base de sustentação, pondera o senador. E o PSDB não faz alianças com pessoas, mas partidos, emenda.
Coordenador da campanha do irmão, Osmar disse ontem que tentará promover nos próximos dias um encontro entre Requião e Álvaro. Apesar de aliados, os dois estão estremecidos desde 94, quando Álvaro acusou Requião de não empenhar-se durante o processo eleitoral que o levou à derrota. Há cerca de 20 dias, os dois tiveram uma conversa e marcaram para a primeira quinzena deste mês um bate-papo. É uma missão difícil, porque os dois têm a mesma pretensão (concorrer ao Palácio Iguaçu), avalia.
Ao contrário do presidente estadual em exercício, Olivir Gabardo, que tem pressa na escolha do candidato, Osmar acha que a definição do nome deve vir mais tarde, para que o governo estadual não anule a candidatura por antecipação. (LD)





