A segurança do presidente Fernando Henrique Cardoso, que estará amanhã em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) para as comemorações dos 90 anos da imigração japonesa no Brasil, não terá qualquer tipo de aparato especial. Quem garante é o comandante do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército (30º Bim), de Apucarana, tenente-coronel Paulo Édson de Sá, que é o coordenador de segurança da área.
Esta semana, Sá dirigiu várias reuniões com os comandos da Polícia Rodoviária e dos batalhões da Polícia Militar de Londrina e Rolândia. Segundo ele, foram tratados apenas de detalhes relacionados à segurança do presidente e sua comitiva, mas que são de praxe em qualquer tipo de evento como este.
Nos últimos dias divulgou-se que a equipe que integra a segurança pessoal do presidente Fernando Henrique começaria a testar uma linha de conduta diferente, em todos compromissos públicos do presidente. A medida preventiva seria adotada, diante da possibilidade de manifestações de protesto, e da possibilidade de uma campanha eleitoral violenta.
Apesar desta informação, veiculada em toda imprensa, o tenente-coronel Paulo Édson de Sá reitera que durante a estada do presidente na região, o esquema planejado não tem nada de especial. ‘‘A segurança mais ostensiva ficará por conta da Polícia Militar, mas o Exército e a Polícia Rodoviária também participam’’, revelou o comandante do 30º Bim, acrescentando que todo efetivo disponível será utilizado no esquema.
Protesto Professores em greve no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Cornélio Procópio pretendem fazer um protesto durante a visita de FHC a Rolândia. Eles paralisaram as atividades no início deste mês depois que o governo federal cortou os salários em todas as unidades federais de educação, somando-se aos professores das universidades federais, em greve há mais de dois meses.
Márcio Sadao Hirata, professor do Cefet de Cornélio e membro do comando de greve, diz que pretende mobilizar todas as unidades do Cefet do Estado para a manifestação. ‘‘Vamos tentar reunir gente de Curitiba, Pato Branco, Medianeira e Ponta Grossa para levarmos uma moção de repúdio contra o tratamento dispensado à educação e aos professores’’. Ele pretende fretar ônibus e levar faixas de protesto. Segundo ele, faz 3 anos e sete meses que não há qualquer reajuste salarial para a categoria, enquanto as perdas somam 48,65%.
A cúpula tucana do Estado não acompanhará a visita do presidente ao Paraná porque estará em Brasília para a convenção que irá homologar a candidatura de FHC à reeleição. O ex-governador Álvaro Dias já está na capital federal. Melhor para o governador Jaime Lerner (PFL) que poderá acompanhar sozinho a visita de Fernando Henrique. Ele viajará inclusive no helicóptero presidencial de Londrina a Rolândia. FHC desembarca em Londrina às 9h55 e segue direto para a festa dos 90 anos da imigração japonesa no Brasil. (Leia mais sobre a visita de FHC ao Paraná na página 2 da Folha Cidades)

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