FHC não aceita 'intromissão'
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quinta-feira, 02 de maio de 2002
Tânia Monteiro<BR>Agência Estado 
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso pretende combater todas as tentativas de intromissão em assuntos internos, particularmente os econômicos, e principalmente aquelas que possam afetar a governabilidade. Na quarta-feira, ao chegar em Carajás, ele próprio tomou a iniciativa de responder ao candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, que havia pedido cautela do presidente na adoção de novas medidas neste fim de governo. Criticou também os bancos de agências de avaliação de risco, que rebaixaram os títulos brasileiros.
A interlocutores, o presidente tem dito que não vai aceitar que essas instituições que trabalham no mercado financeiro se intrometam na situação econômica brasileira, como se as contas públicas não estivessem sendo controladas. FHC vai continuar reiterando que o controle dos gastos públicos e do déficit fiscal é prioridade do governo e que todos, no País, têm consciência disso.
Para demonstrar que o Brasil está empenhado no controle de gastos, é que o presidente Fernando Henrique tem feito reiterados apelos para que o Congresso aprove, o mais rápido possível, a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele pretende reforçar esses apelos a partir da semana que vem, quando todas as atenções do Planalto estarão concentradas no trabalho dos senadores. Segundo avalia o presidente, o Congresso quando quer, consegue aprovar tudo em até 15 dias, vencendo todos os prazos e trâmites burocráticos e regimentais. Por isso, fará a partir da próxima semana várias reuniões com líderes do Senado.


