FHC minimiza saída do PFL do governo
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Agência Estado 
Fortaleza - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que os partidos que integram a base aliada sobretudo o PLF se juntaram no passado não por interesses eleitorais, mas por um programa para o Brasil. Eu podia ganhar a eleição sozinho , afirmou.
Acho que os partidos, ao invés de guerrearem sobre questões que só vão se colocar no futuro, na época da eleição, têm que se unir nas votações em benefício do Brasil, afirmou o presidente. Ele disse que tem a palavra do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, e do vice-presidente, Marco Maciel, de que a saída do partido do governo não implicou numa quebra de compromissos com o País.
Fernando Henrique disse ter certeza que contará com o apoio pefelista nas votações nesta semana do Congresso. O PFL vai mostrar seu empenho na modernização do Brasil e o PSDB vai deixar qualquer discussão que possa eventualmente ter, política ou eleitoral, com os outros partidos da base para mais tarde, afirmou.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também pediu para o PSDB e o PFL deixarem a questão eleitoral mais para frente. Agora, deve haver um esforço grande de governabilidade, de apoio às questões nacionais, ao interesse público, ao interesse da nossa população, recomendou.
Alckmin entende que, apesar da atual crise, desencadeada pela operação da Polícia Federal no escritório da Lunus, no Maranhão, ainda há possibilidade de convergência entre PSDB e o PFL.
Ainda segundo ele, as alianças partidárias só ocorrerão muito perto das convenções, frisou. Alckmin está em Fortaleza desde ontem, onde assistiu ao seminário Desafio Democrático nas Américas, do qual participaram os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, do Peru, Alejandro Toledo, e do Equador, Gustavo Noboa.


