FHC, Lerner e Belinati aderiram ao disk-eleitor
Além do telemarketing, os candidatos estão usando o telefone para divulgar mensagens de campanha ao eleitor. São gravações que duram, em média, 30 segundos e funcionam como uma espécie de disk-eleitor. Já aderiram às gravações o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governador Jaime Lerner (PFL), a vice-governadora Emília Belinati (PTB) e o prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido). Candidatos a deputado federal e estadual também se preparam para estrear o serviço, considerado um tormento para muita gente.
Só a reportagem da Folha recebeu, em casa, cinco ligações de Belinati, nas quais ele pede voto para a reeleição de Lerner. Não é comum acontecer esse excesso. Nossas desculpas, disse o prefeito. Ele admite que, em caso de exagero, a mensagem pode funcionar como um antimarketing. Mas na maioria das casas, não houve mais que uma ligação. E a maioria das pessoas recebe bem. Gosta e se sente lisonjeada, afirma. Belinati espera disparar 60 mil telefonemas.
O prefeito também assinou 60 mil cartas pedindo que o londrinense fossem gratos a Lerner nas urnas pelo apoio ao processo de desenvolvimento do município.
Para o juiz eleitoral Marco Antônio Massanero, esse tipo de propaganda política é legal. Não vislumbro ilegalidade, mas o que não pode é isso ser custeado com recursos públicos. Quem tem de pagar essas despesas de ligações e cartas são os partidos políticos, explicou. O próprio juiz já foi vítima de ligações.
Ele acredita que pessoas como o prefeito têm todo o direito à propaganda. É um apoio como qualquer cidadão. Isso é democracia, entende o juiz. O que não pode é dispor de dinheiro público para isso. Agora está aí a Câmara e o Tribunal para fiscalizar os casos, disse. (P.Z)





