FHC lança ação para recuperar imagem
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sábado, 17 de junho de 2000
Carmen Kozak Agência Estado Brasília 
O governo federal vai desencadear, a partir desta semana, uma ofensiva na área de desenvolvimento social para tentar recuperar a imagem do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Aos baixos índices de aprovação do governo e às cobranças da opinião pública de uma política mais agressiva para combater as mazelas sociais do País, somou-se o julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que, semana passada, concluiu que o governo FHC investe pouco e gasta mal os recursos destinados à área social.
Na quarta-feira, tentando dar uma resposta à sociedade, o presidente Fernando Henrique Cardoso, em solenidade no Palácio do Planalto, assina pactos de cooperação técnico-financeira entre os governos federal, estadual e municipal para execução de ações de desenvolvimento social e econômico nos municípios mais pobres de todo o País. Até o final de julho, serão assinados acordos para 150 cidades, inscritas no programa Comunidade Ativa, coordenado pela secretaria-executiva do Comunidade Solidária.
A meta do Planalto, segundo o secretário-Executivo do Comunidade Solidária, Osmar Terra, é firmar pactos com 1.000 municípios até março do ano que vem e, atingir pelo menos 2 mil cidades pobres no último ano de mandato de Fernando Henrique. Em São Paulo, os cinco municípios escolhidos estão localizados no Vale do Ribeira.
O Comunidade Ativa, que tem como objetivo otimizar os investimentos na área social, também tenta acertar com os ministérios, os governos estaduais e as prefeituras a destinação de verbas para as regiões mais carentes. O programa dá prioridade à capacitação profissional da população local.
Até a primeira semana de julho, o Planalto anunciará ainda o direcionamento de até R$ 5 bilhões do orçamento para os 2 mil municípios mais pobres do País, localizados em 12 Estados os nove do Nordeste, Acre, Pará e Tocantins.
Há dois meses, nas reuniões de avaliação política com dirigentes e ministros do PSDB, Fernando Henrique mostrou que não quer deixar o governo com imagem de quem só se preocupou com a estabilidade econômica.
Dirigentes tucanos afirmam que ele está determinado a dedicar os dois últimos anos de seu mandato à implantação de uma política de desconcentração de renda e de capacitação profissional. O presidente, segundo aliados, quer resgatar parte de sua popularidade, perdida no segundo mandato, e ter condições de trabalhar a eleição de seu sucessor.


