São Paulo - O presidente Fernando Henrique Cardoso iniciou ontem sua visita oficial de dois dias à Ucrânia. Fernando Henrique foi recebido no aeroporto internacional de Kiev, capital do país, por embaixadores ucranianos e recebeu pão e sal de três meninas ucranianas, conforme a tradição local (o visitante ilustre deve mergulhar o pão no sal e comer).
FHC também foi saudado por crianças vítimas do acidente nuclear de Chernobyl e seguiu para a casa oficial de recepções do governo ucraniano, onde foi recebido pelo presidente Leonid Kutchma. Os dois presidentes assinaram uma série de acordos de cooperação bilateral. FHC também se reuniu com o presidente do parlamento, Ivan Pliushch.
No encontro, o chefe do parlamento ucraniano disse a Fernando Henrique estar honrado com a visita: ‘‘Nossas relações interparlamentares vêm crescendo cada vez mais e esta visita dará novo impulso à cooperação’’. Pliushch comentou que em três meses seu país terá eleições legislativas e que acredita na manutenção da política de colaboração implementada na Ucrânia. E, em tom de brincadeira, falou a Fernando Henrique que ‘‘é muito difícil achar um presidente que goste do seu parlamento’’.
Fernando Henrique participou ainda, na casa de recepções do Brasil, da cerimônia de encerramento do Seminário Brasil-Ucrânia, que discute novas oportunidades de parcerias para o país do leste europeu.
Fernando Henrique voltou a falar sobre a crise na Argentina. O presidente disse que a situação no país talvez tenha mostrado ao mundo que países cujas economias estão em ordem não sofrem os efeitos de crises que atingem outras nações. ‘‘Não é possível generalizar. O efeito, até agora, da crise argentina sobre os países da América do Sul foi muito pequeno e não produziu quebra no processo de financiamento’’, afirmou.

mockup