Os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem (Argentina) inauguraram ontem a Ponte da Integração, primeira obra civil de integração binacional do Mercosul, que deverá acelerar a consolidação das relações econômico-comerciais do Mercado Comum, formado também pelo Uruguai e Paraguai. Em clima de campanha, Fernando Henrique prometeu que o governo fará todas as pontes necessárias, desde que haja empenho das populações locais e contrapartida da iniciativa privada.
Em seu discurso, o presidente argentino também anunciou a realização de novas pontes. ‘‘No Orçamento da Argentina há previsões de recursos para a construção da ponte Alvear-Itaqui, ligando Corrientes ao Rio Grande do Sul’’.
Fernando Henrique lembrou que a inauguração da Ponte da Integração é um evento emocionante pela tradição histórica. ‘‘Há muito se fala nessa ponte; nos diários do ex-presidente Getúlio Vargas, na década de 30, já havia menções a delegações que o procuravam para que houvesse essa ponte.’’ Vargas nasceu em São Borja.
O presidente lembrou ainda que, como ministro das Relações Exteriores do governo Itamar Franco, apoiou atos que buscam a integração da região do rio da Prata. ‘‘Passaram-se os anos, mas não esmoreceu o entusiasmo’’, afirmou. ‘‘Quero fazer referência especial ao ex-deputado Ibsen Pinheiro que muitas vezes falou comigo sobre esta ponte’’. ‘‘O presidente mexeu com o meu coração’’, disse Ibsen. Natural de São Borja, Ibsen foi cassado em 1994 sob a acusação de envolvimento em desvio de verbas, apontada pela CPI do Orçamento.
Construída sobre o rio Uruguai, a ponte une a cidade brasileira de São Borja, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, ao município argentino de Santo Thomé, na província de Corrientes.

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