FHC garante que faz seu sucessor
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
William França e Wilson Silveira Agência Folha De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso entrou ontem pela primeira vez na disputa sucessória ao afirmar que vai ganhar a eleição presidencial novamente no caso, fazendo seu sucessor. A declaração foi feita em Brasília, durante evento que comemorava os sete anos do Plano Real. Cansei de ganhar de gente que estava na minha frente em pesquisa de opinião. E vou ganhar de novo, afirmou ele, sendo aplaudido pelos presentes. O presidente acrescentou que a estabilidade da moeda será transformada mais uma vez em cabo eleitoral.
O presidente apontou ainda o perfil do candidato de sua preferência. Quero passar o meu governo a um sucessor que tenha a mesma visão de mundo que eu tenho. Ao colocar a corrida presidencial como agenda de governo até mesmo para não ficar atrás dos adversários, que estão em plena campanha FHC chamou para si mesmo a tarefa de coordenar a própria sucessão.
Ao seu lado, na mesa principal, estava o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que momentos antes havia feito um discurso eminentemente político, no qual fez críticas severas à oposição, durante pouco mais de uma hora. Malan fez discurso e pose de pré-candidato à Presidência, esbanjou carisma com a platéia e arrancou sorrisos entusiásticos de FHC, que foram interpretados como uma espécie de bênção presidencial à sua eventual candidatura.
O fator-surpresa de Malan como possível candidato do PSDB fez com que ganhasse destaque a ausência do ministro da Saúde e presidenciável José Serra, conhecido adversário do ministro da Fazenda dentro do próprio governo. Numa festa governista com ares de convenção tucana, Serra foi o único presidenciável do PSDB ausente. Mais tarde, por meio de sua assessoria, Serra informou que não foi à solenidade porque sentiu uma colite.
Na platéia, ouvindo Fernando Henrique e Malan, estavam o governador cearense Tasso Jereissati e o ministro da Educação, Paulo Renato os outros dois presidenciáveis tucanos, cada vez com menos chances de ganhar a indicação do partido. Também estavam presentes outros 16 ministros e vários funcionários de alto escalão do governo.
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