O presidente Fernando Henrique Cardoso exonerou ontem os diretores-geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), o médico Genésio Bernardino, e executivo, Aristides Navarro de Carvalho Filho. Com isso, ele dá mais um passo para acabar com o departamento, alvo de acusações do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Na próxima semana, estão previstas as exonerações dos diretores de Finanças, Carlos Borges, Concessões Rodoviárias, Lívio Assis, e Engenharia, Ubirajara Abbud.
Fernando Henrique também substituiu o interventor do DNER. O diretor-financeiro da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot), Jaime Santos Freitas Pacheco, assume o comandado do DNER. O secretário-executivo do ministério, Alderico Jeferson da Silva Lima, que fora nomeado para o cargo em 23 de fevereiro, retorna à Esplanada dos Ministérios.
Apontado como centro de corrupção, o DNER entra no processo de extinção tão logo seja sancionada pelo presidente Fernando Henrique a lei que reestrutura o setor de transportes federal. A proposta encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Fontes do Palácio do Planalto explicaram que, dos diretores exonerados, apenas Bernardino é alvo de investigação em função de suspeitas do pagamento irregular de precatórios – indenizações que tiveram as sentenças confirmadas pelo Poder Judiciário. Os outros quatro diretores, segundo um auxiliar palaciano, pediram demissão da autarquia para que pudessem exercer novas funções.

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