Em entrevista após encontro com empresários alemães em Colônia, na Alemanha, o presidente Fernando Henrique evitou ontem fazer comentários sobre o caso do Banco Marka. ‘‘Cabe à CPI investigar isso’’, disse. Segundo ele, não há nenhum problema se a CPI quiser saber mais detalhes sobre o Proer. ‘‘O Proer hoje é gabado no mundo todo; não vejo nada de errado; pelo contrário; se quiseram mais alguns esclarecimentos é bom dar; mas o que eu acho que não convém é transformar um assunto dessa magnitude em alguma coisa, aspas, suspeita, porque não há suspeita nenhuma.’’ ‘‘Hoje, o que está se pedindo é que os outros países façam o que o Brasil fez: claro como é o Proer e na defesa do sistema financeiro, e não de bancos e de banqueiros’’, disse.
FHC desembarca hoje em Lisboa, com a missão de tranquilizar os empresários portugueses que em 1998 fizeram grandes investimentos no Brasil. A crise financeira do País abalou a credibilidade brasileira na Europa. O assunto terá destaque na primeira audiência de FHC, que será com um grupo de empresários liderados pelo presidente da Portugal Telecom, Francisco Murteira Nabo, principal investidor português no Brasil.
‘‘É preciso dizer pessoalmente aos investidores portugueses que a crise passou’’, explica o embaixador do Brasil em Portugal, Synésio Sampaio Góes Filho. FHC ficará em Lisboa até segunda-feira. Além de assuntos econômicos, o presidente deverá encontrar-se com o primeiro-ministro português, António Guterres, para discutir assuntos diplomáticos durante a 4ª Reunião de Cúpula Bilateral. (A.E.)

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