FHC espera gerar 8 milhões de empregos
Agência Estado
De São Paulo
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que a execução do Plano Plurianual, a ser anunciado pelo governo hoje, deverá criar 8 milhões de empregos no País. Se isso tudo der certo, estaremos criando 8 milhões de empregos até o ano 2003, disse, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da TV Record. Ele condicionou o alcance desta meta à tranquilidade política. Isso se não tivermos situação de tumulto político, não ficarmos no ziguezague.
Para o presidente, o Avança Brasil, como ele chama o plano, é um projeto de desenvolvimento para o País, um programa que vai estimular o crescimento. O tom do Plano será social-democrata. Não é deixar que o mercado resolve, porque o mercado não retira crianças do trabalho penoso, disse. Não vamos fazer gastança, não vamos fazer inflação, nem gastos fortes sem fonte de recursos. O presidente disse estar consciente de que, em relação à sociedade, a corda está muito esticada, não dá mais para esticar.
Segundo ele, a dívida interna e externa do País é de R$ 480 bilhões. Deste total, R$ 380 bilhões são da dívida interna, que paga juros de 20% ao ano. A externa, de longo prazo, tem taxas de juros de menos de 10% ao ano. O total das dívidas representa 49% do PIB. A meta é uma só: diminuir o peso da dívida sobre o governo, disse ele. Estamos começando a sair do sufoco, esta dívida interna deriva do desequilíbrio das contas públicas, basicamente por causa do déficit previdenciário. Fernando Henrique disse que não vai disputar espaços com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ele criticou declaração de ACM de que não haveria aumento da gasolina por um ano. Não vai haver congelamento, o preço vai ser liberado, vai descer e subir, disse. Se eu estivesse inseguro de quem é que manda, ia dizer (ACM) passou a perna em mim, mas isso não é liderança. Não vou discutir quem manda, sou eu, é lógico que é assim.
Fernando Henrique Cardoso falou das divergências com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB). Disse que sempre foi grato a Itamar Agora ele está com birra e birra é coisa de criança. Sobre o pedido de sua renúncia feito por Leonel Brizola: O Brizola foi contra o impeachment do Collor, lembrou.
O presidente amenizou a saída de tucanos do partido, caso do senador Artur da Távola (RJ) e do deputado Émerson Kapaz (SP). Quem está saindo é para disputar cargos, disse, referindo-se a Kapaz, que pode ser o candidato do PPS à Prefeitura de São Paulo. Sobre Távola, que deixou o partido fazendo várias críticas ao partido, disse que o senador tem suas razões, mas elas devem-se a espaço político.Fernando Henrique condicionou sucesso do Avança Brasil, o plano que será anunciado hoje, à tranquilidade política do País
Arquivo FolhaDisputaFHC, numa alusão ao presidente do Senado: Não vou discutir quem manda





