FHC encerra campanha e nega pacote
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
Leandro Donatti 
O presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) encerrou ontem à noite, com um showmício em Curitiba, sua campanha pela reeleição. Ele disse que veio ao Paraná para buscar inspiração na reta final da eleição. Tenho razões especiais para estar aqui. Tive uma votação extraordinária em 94 e agora quero ver o Jaime Lerner governador (PFL) e o Álvaro Dias (PSDB), senador, declarou. Precisamos de uma bancada forte de deputados para sustentar as nossas reformas. Vamos enfrentar as dificuldades, sem basófia, afirmou no comício fechado, organizado pela coordenação de sua campanha, no pavilhão do Marumby Expo Center, na Vila Guaíra.
No aeroporto, o presidente negou que esteja preparando um pacote fiscal para depois das eleições, como acusa a oposição. Numa campanha, os candidatos prometem. O presidente faz. Todo mundo sabe o que eu fiz para proteger o Real, disse. Fernando Henrique afastou a idéia do pacote mas não minimizou as medidas já anunciadas. Ele disse no comício que o momento é de sacrifício. Quero o voto consciente. Não estou prometendo um Brasil de facilidades. O que posso garantir é que temos uma voz forte no exterior, assinalou, ao fazer menção aos contatos que sua equipe econômica vem mantendo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O presidente aproveitou sua despedida em Curitiba para homenagear o coordenador geral da sua campanha, Euclides Scalco (sem partido). Ele é uma figura ímpar. O Scalco resume todas as virtudes do homem político do Paraná. É simples, honesto e competente, elogiou. Fernando Henrique fez um discurso rápido, de cerca de 15 minutos. Antes dele, falaram o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), o ex-governador Álvaro Dias, o governador Jaime Lerner e o vice-presidente Marco Maciel (PFL). Pela primeira vez juntos num mesmo palanque, Álvaro e Lerner só trocaram olhares.
Fernando Henrique e Maciel pediram para que nos últimos dias que antecedem a votação, mulheres, jovens e militantes peçam votos. Quero essa militância nas ruas, respondendo às críticas irresponsáveis e não aceitando os gritos dos que nada sabem, pediu o presidente. Por várias vezes o presidente tentou passar a idéia de que o sucesso do Brasil frente a crise depende sua reeleição.


