FHC economiza R$ 419 mi com pessoal
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Sem conceder reajuste salarial aos seus servidores há dois anos e meio, o governo conseguiu, nos primeiros seis meses do ano, reduzir em R$ 419 milhões os gastos com a folha de pessoal civil da administração direta, incluindo fundações e autarquias. Até o final de 1997, o Ministério da Administração espera alcançar uma economia de R$ 1 bilhão, a meta anunciada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
A redução gradual das despesas com o pagamento de salários, aposentadorias e pensões no Executivo é um resultado da política de arrocho salarial aplicada pelo governo e das medidas de contenção de gastos que vêm sendo adotadas desde meados de 1995. Segundo o diretor de carreiras e remuneração do Ministério da Administração, Nelson Marcone, no ano passado o governo conseguiu uma economia de R$ 1 bilhão na folha, cujo crescimento caiu de 3% para 1% ao ano.
O Ministério divulgou ontem o balanço de junho das despesas com pessoal. O gasto com funcionalismo civil nesse mês foi de R$ 2,18 bilhões. Com relação ao mesmo período de 1996, o custo da folha de junho caiu R$ 84 milhões. Os técnicos do Ministério acreditam que este desempenho na administração pública possa melhorar, quando algumas medidas tomadas em outubro do ano passado começarem a fazer efeito. Por exemplo, o fim da distribuição de tíquete-alimentação aos servidores - substituído por dinheiro vivo - promete gerar ao governo uma economia de R$ 50 milhões mensais.
A checagem dos cálculos das sentenças judiciais em favor de servidores públicos também transformou-se numa fonte de economia. O Programa de Demissões Voluntárias (PDV) executado no fim do ano passado vai representar uma economia de R$ 8 milhões ao mês. Mas esta redução de despesa só vai se refletir na folha de pessoal daqui a dois anos, quando as despesas do governo com indenização dos servidores demitidos estiverem pagas.


