FHC é vaiado em praça pública e fica rouco
Agência Estado
De Natal
O presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu ontem à primeira manifestação enfrentada por ele contra o aumento do salário mínimo. Ele foi obrigado a gritar para ser ouvido em praça pública, durante a inauguração da Adutora Jerônimo Rosado, em Mossoró (RN), e contra-atacou, chamando os cerca de 200 manifestantes que empunhavam bandeiras do PT, de mal-educados e pobres inocentes. É preferível ouvir os brados da má educação do que botar gente na cadeia.
Empunhando faixas com os dizeres FHC não vale um salário mínimo, os manifestantes, primeiro, tentaram invadir o aeroporto onde o presidente desembarcou, mas foram dispersados com cassetetes pelo imenso contingente policial convocado para trabalhar na cidade. Depois, na Praça do Povo, onde foi realizada a cerimônia, os manifestantes cantaram, gritaram e viraram de costas para o palanque, exigindo dos oradores um enorme esforço para fazer o discurso. O presidente ficou rouco.
Deus perdoe os pecados destes cujo barulho não nos deixa ouvir nada, berrava o presidente, no início do discurso. Antes de chegar a Mossoró, FHC levou um susto: a porta direita do helicóptero que o conduzia à Base Aérea de Brasília se abriu, segundos depois da decolagem do Palácio da Alvorada. Estavam a bordo, além de Fernando Henrique, o piloto, o co-piloto e um auxiliar. A Aeronáutica está investigando as causas que levaram à abertura da porta em pleno vôo. Além do susto, o incidente fez com que os papéis presidenciais voassem dentro do helicóptero, mas a Aeronáutica não quis admitir risco para o presidente.





