O presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) reúne-se, no dia 7 de agosto, com cooperativas do Paraná, em Maringá. A informação foi dada ontem pelo governador Jaime Lerner (PFL) ao desembarcar em Cornélio Procópio (60 quilômetros de Londrina). ‘‘Ele vem desta vez e acredito que muito mais vezes para o Paranᒒ, garantiu Lerner, que esteve reunido com FHC na última quarta-feira em Brasília.
Lerner foi a Brasília tratar do encaminhamento das reeleições, dele e a do presidente. ‘‘Combinamos a integração das campanhas. E aqui no Paraná o presidente vai poder fazer uma campanha que eu tenho certeza vitoriosa’’, afirmou Lerner. O governador acredita que desta forma FHC ‘‘vai ter a mesma ou maior votação que teve na campanha anterior’’.
Acompanhado da vice governadora Emília Belinati (PTB), também candidata à reeleição na chapa do governador, Lerner falou à imprensa ainda na pista do aeroporto de Cornélio Procópio. Ele insistiu várias vezes que o presidente vai poder fazer a sua campanha no Paraná ‘‘sem constrangimentos’’. Para Lerner, ‘‘os partidos que apóiam Fernando Henrique dão condições para que a campanha possa se desenvolver com tranquilidade. Ele deixou claro que ninguém vai ser contrariado em sua vontade de apoiar o candidato tucano.
Quanto a possibilidade do candidato ao senado Álvaro Dias vir a ocupar o mesmo palanque do PFL no Paraná, Lerner apenas se limitou a responder que a idéia de palanque hoje em dia é diferente, pode ser palanque eletrônico, no caso de rádio e TV e o contato direto com o povo. ‘‘Quando Fernando Henrique estiver aqui não vai haver constrangimento. O presidente vai poder fazer a campanha com tranquilidade’’, reafirmou Lerner. ‘‘É a possibilidade que temos de refazer uma aliança que tem dado muito certo.’’
Lideranças do PSDB, encabeçadas pelo deputado estadual José Maria Ferreira, dizem estar conversando com o PMDB. O governador afirmou não acreditar que os candidatos a deputado do PSDB no Paraná estão procurando fazer um acordo com Requião para apoiá-lo. ‘‘Eu acredito que só um deputado esteja querendo isso, mas nem lembro o nome dele.’’
A ausência de um candidato direto da chapa do governador ao Senado abriu espaço para cogitações de um possível ‘‘acordo branco’’ entre o PFL e o PSDB no Paraná. A chapa PFL-PTB chegou a lançar o nome de Emília Belinati ao Senado, mas dois dias depois recuou, após sofrer pressões dos coordenadores da reeleição do presidente Fernando Henrique. Este acordo, em tese, permitiria uma campanha sem incidentes para FHC no Paraná, que não teria que se dividir entre os palanques de Lerner e Álvaro.

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